Novas sindicalizações mostram desejo da categoria de fortalecer a entidade sindical

O grande número de sindicalizações que têm sido feitas nos últimos meses, evidencia um claro desejo da categoria telefônica do RS de fortalecer a entidade sindical que os representa – o SINTTEL-RS. E não é para menos. Frente a reforma trabalhista, que representa um verdadeiro ataque aos direitos dos trabalhadores, é fundamental que os sindicatos estejam cada vez mais fortes e representativos.

Nesta semana, foram diversas sindicalizações na Serede, conforme o Diretores de Base Jurandir e Bruno. Foram 14 novas sindicalizações de trabalhadores que agora somam para fortalecer o Sindicato que os representa.

Precisamos de sindicatos cada vez mais fortes

É bom lembrar que a reforma fragilizou financeiramente as entidades sindicais, mas só dos trabalhadores, porque as entidades que representam os patrões, continuam sendo financiadas e crescem em poder econômico. E o fortalecimento, tanto financeiro como político das entidades, depende dos trabalhadores, da sua unidade e consciência de classe. E os telefônicos têm atendido a este apelo.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), os patrões tentam, cada vez mais, levar as mudanças aprovadas na reforma trabalhista para as mesas de negociações, na tentativa de retirar direitos e rebaixar os acordos coletivos, inclusive em itens como intervalo intra jornada, local de homologação da rescisão, custeio sindical, banco de horas e horas in itinere, entre outros.

No caso da intrajornada, por exemplo, todos os itens tentam reduzir o tempo e as rescisões em a presença do Sindicato, tende a prejudicar o trabalhador.

As empresas também têm forçado as demissões “de comum acordo”, onde o trabalhador não tem direito ao seguro-desemprego, recebe metade do aviso-prévio, se indenizado, e 20% da multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, além de só conseguir acessar até 80% do FGTS.

Outro ponto que tem sido tentado pelos patrões nas mesas de negociações é quanto ao Banco de Horas. Neste caso, é uma forma disfarçada de flexibilizar a jornada de trabalho, já que desregula o limite legal da jornada de trabalho dos trabalhadores, pois permite às empresas uma ampla margem de gestão da jornada dos empregados, em especial o trabalho em longas jornadas, sem pagamento de horas extras.

Unidade é fundamental

Por estas e outras razões, nunca foi tão necessário e importante ter o sindicato ao lado do trabalhador. É fundamental a unidade e uma forte representação para fazer frente a estes ataques. Além disso, ao se sindicalizar, o trabalhador pode ter acesso a uma série de vantagens em convênios firmados pelo sindicato para utilização de serviços em áreas como saúde, educação e lazer, entre outras. SINDICALIZE-SE!

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