SINTTEL-RS presente em palestra sobre segurança na Serede, em São Leopoldo

Dirigentes do SINTTEL-RS participaram, no dia 12 de julho, da palestra sobre Segurança do Trabalho, com o SESMT da Serede, em São Leopoldo.

Durante a atividade, além de abordar o tema da segurança, os dirigentes também conversaram com os trabalhadores sobre o sindicato, sua atuação, a importância e as vantagens da sindicalização. Ao final, foram realizadas novas sindicalizações

Para os dirigentes, estes encontros são fundamentais. Questões relacionadas à saúde e segurança dos trabalhadores telefônicos sempre esteve entre as prioridades do Sindicato. Não por acaso, nas negociações coletivas, para além da questão salarial, este tem sido um tema tratado como da maior importância.

Os números atestam essa necessidade. O Brasil é um dos campeões mundias em acidentes do Trabalho. Não por acaso, o Sindicato tem alertado quanto ao desmonte das regras de segurança no trabalho que vem sendo aunciado pelo governo Bolsonaro, que já prometeu a redução em até 90% das normas que garantem proteção e segurança do trabalho, um anúncio que está preocupando os sindicatos e até os fiscais do Ministério Público do Trabalho (MPT). Sem as normas, o risco de os acidentes e doenças ocupacionais aumentarem ainda mais é muito maior.

A vida não se negocia

Atualmente, no Brasil, quase três mil trabalhadores perdem a vida em consequência de acidentes de trabalho, mais de 14 mil são afastados por lesões incapacitantes e mais de 700 mil têm doenças laborais, por ano, segundo dados oficiais da Previdência Social. E os números não levam em conta os milhões de trabalhadores que estão na informalidade.

Agora Bolsonaro quer rever 36 Normas Regulamentadoras (NRs) de segurança e saúde no trabalho, aliviando a responsabilidade das empresas, mas matando mais trabalhadores.

O SINTTEL-RS lembra que saúde e segurança é um direito do trabalhador e não pode ser negociado, porque a vida não se negocia. Esta é uma luta tanto dos sindicatos, como dos trabalhadores.

Esta medida, somada a precarização imposta pela reforma trabalhista de 2017 e com a reforma da previdência, que acaba com o suporte ao trabalhador em caso de afastamento por doença e/ou acidente,  buscada pelo governo, jogará o trabalhador numa situação de miséria e desamparo sem precedentes.

Assessoria de Comunicação

18/07/2019 10:17:44

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