SINTTEL-RS na luta contra a reforma da previdência

Dirigentes do SINTTEL-RS participaram, na semana passada, dia 14, do Ato Público promovido pelas centrais sindicais contra a reforma da previdência. A atividade ocorreu na Esquina Democrática, em Porto Alegre, reunindo representantes de diversas categorias e dos movimentos sociais.

Durante o ato, dirigentes de entidades sindicais e estudantis e vários parlamentares se revezaram no caminhão de som, denunciando que a proposta representa, na verdade, o fim da aposentadoria para milhões de brasileiros. A manifestação ocorreu no mesmo momento em que o governo anunciava que enviará nesta quarta-feira, dia 20 a proposta de reforma ao Congresso Nacional, que entre outras medidas, prevê a aposentadoria aos 65 anos para homens e aos 62 para mulheres, bem como o regime de capitalização. Segundo especialistas, a proposta do governo Bolsonaro é ainda pior que a do golpista Temer, que já vinha sendo repudiada pelos trabalhadores.

Durante o ato foram sugeridas atividades para barrar a aprovação da reforma, entre elas, a construção de uma greve geral.

Previdência não é deficitária

Foi lembrado, durante o ato, que a Previdência não é deficitária, como vem sendo divulgado pelo governo. O principal problema da previdência é a sonegação das empresas, que devem mais de R$ 420 bilhões, inclusive de valores descontado dos trabalhadores e não repassados para a previdência.

Ao final, foi alertado aos trabalhadores que não é aceitável que, por um lado, o governo fragilize as relações de trabalho com contratos provisórios, e, por outro lado, exija tempo maior de contribuição. A proposta, disseram, vai inviabilizar o direito à aposentadoria, vai criar uma tragédia social porque vai levar milhões de trabalhadores idosos a uma condição de indigência.

O que é o regime de capitalização

Pelo regime de capitalização, cada trabalhador faz a própria poupança, que é depositada em uma conta individual. Mas, de acordo com especialistas, o modelo de capitalização não funciona. Um dos exemplos mais citados, é o caso do Chile, país onde a capitalização no modelo proposto pelo governo Bolsonaro foi implantada durante o governo Pinochet. Lá as aposentadorias pagas hoje são 30% do que se ganhava antes de o modelo ser implantado. Ou seja, perderam 70% da renda. Hoje, a maioria dos aposentados chilenos recebe hoje menos do que um salário mínimo por mês e o número de suicídios entre idosos acima de 70 anos bateu recorde

O modelo também não prevê contribuição dos empregadores, mas apenas do trabalhador. Os recursos são administrados por fundos privados, que se aplicarem mal o dinheiro, o trabalhador fica a ver navios. Também não há garantia de valor mínimo de aposentadoria. Você sabe quanto deposita mensalmente, mas não sabe quanto receberá na aposentadoria e nem se receberá.

Assessoria de Comunicação

18/02/2019 16:02:19

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