Ato contra a reforma da previdenciária marcou Dia do Aposentado

Dirigentes do SINTTEL-RS participaram, no dia 24 de janeiro, Dia do Aposentado, do ato chamado pelas centrais sindicais e sindicatos contra a reforma da previdência. A atividade aconteceu na Esquina Democrática, em Porto Alegre, e em diversas outras cidades do país.

Durante as falas, o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, rebateu as mentiras repetidas pelo governo Bolsonaro, pelo mercado financeiro e pela mídia tradicional, de que a Previdência Social é deficitária. “A Previdência é superavitária”, afirmou ele, lembrando o relatório aprovado da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS) e realizada em 2017. Ele denunciou que os senadores apuraram que há grandes devedores que não pagam, muita sonegação, além de desonerações e renúncias fiscais que retiram verbas preciosas da Previdência.

“O ministro da Economia, Paulo Guedes, fala todo dia em fazer a reforma da Previdência, mas o que ele não conta é que mais de R$ 450 bilhões foram descontados pelas grandes empresas nacionais dos trabalhadores e não repassados ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Nós não vamos admitir uma reforma que endureça as regras para os mais pobres, fazendo o povo trabalhar até a morte ou morrer trabalhando”, avisou Nespolo.

Ele alertou, ainda, que 30% dos recursos da Previdência são atualmente desviados para outras áreas do governo, prejudicando as contas da Seguridade Social. “Esse papo de déficit é fake”, afirmou.

Distribuição de laranjas

Ao longo dos protestos, que chamaram a atenção das pessoas que passavam no local, os manifestantes distribuíram laranjas, criticando os escândalos que envolvem movimentações financeiras de R$ 1,2 milhão do ex-assessor Fabrício Queiroz, que trabalhava no gabinete do senador eleito  Flávio Bolsonaro (PSL-RS), filho do presidente eleito.

Plenária nacional das centrais sindicais em fevereiro

O presidente da CUT-RS aproveitou para reforçar a convocação das centrais sindicais para a plenária nacional que será realizada no próximo dia 20 de fevereiro, em São Paulo.  Nesta, serão definidos encaminhamentos sobre como resistir aos ataques do atual governo. “Se necessário, tomaremos novamente às ruas, como fizemos em 28 de abril de 2017, e faremos uma nova greve geral. Não tivemos medo naquela época e não é agora que teremos”, concluiu.

Assessoria de Comunicação

C/Informações da CUT-RS

25/01/2019 16:14:39

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