O SINTTEL-RS lamenta a morte de 41 trabalhadores que se dirigiam ao trabalho, em SP, na manhã da quarta-feira (25).  O ônibus, terceirizado, transportava 53 trabalhadores e trabalhadoras da empresa têxtil Stattus Jeans e bateu de frente com um caminhão durante uma ultrapassagem na Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho (SP 249), entre Taguaí e Taquarituna. A maioria (37 trabalhadores) morreram no local e os demais chegaram a ser levados aos hospitais da região, mas não resistiram. Todos os trabalhadores eram da cidade de Itaí.

Um representante da Stattus Jeans esclareceu que o ônibus era fretado pelos próprios trabalhadores, sem ligação direta com a empresa.

Este é mais um acidente que evidencia as condições precárias de transporte muitas vezes fornecidas e/ou disponibilizadas aos trabalhadores. Em algumas situações, sem outra condição de se deslocar, os trabalhadores são obrigados a se submeter a transporte sem as devidas condições de segurança.

Infelizmente, essas mortes se somam a números alarmantes. No Brasil, acontece um acidente de trabalho a cada 48 segundos, com uma vítima fatal a cada três horas.

Em 2018, foram registrados a 576 mil acidentes de trabalho, considerando apenas os empregados com carteira assinada. Mas, se forem considerados os trabalhadores informais e os autônomos, esse número pode ser até sete vezes maior, se aproximando de 4 milhões de acidentados todos os anos. Se os acidentes de trabalho no Brasil fossem uma doença infecciosa, sua capacidade de contágio seria cinco vezes maior do que a do coronavírus.

Acidente de trajeto também é acidente do trabalho

No Brasil, o acidente sofrido pelo trabalhador no trajeto da sua residência até o trabalho equipa-se ao acidente típico de trabalho (aquele ocorrido no exercício das suas funções), para fins previdenciários. Em 2019, os acidentes de trajeto no país representaram 19% do total de acidentes.

Estes números atestam a importância da atuação dos sindicatos na exigência de medidas de segurança e cumprimento das normas, e do incentivo à prevenção como principal instrumento para diminuir os acidentes do trabalho. Estudos apontam que empresas que têm regras mais rígidas de segurança e saúde tem até 3 vezes menos chance de os trabalhadores serem vítimas de acidentes do trabalho.

Assessoria de Comunicação

25/11/2020 23:28:38

O SINTTEL-RS vem a público manifestar seu total repúdio a morte de um homem negro pelos seguranças do Carrefour na noite do dia 19 de novembro, ironicamente, véspera do DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA.

Independente da data, não podemos aceitar que mais um crime contra a população negra, fique impune. VIDAS NEGRAS IMPORTAM!

O Carrefour tem se notabilizado pela desumanidade. Já permitiu mau trato com animais, já manteve um funcionário morto coberto com uma lona preta em meio aos clientes para não fechar o mercado e perder alguns trocados e agora protagoniza um assassinato.

O lucro e a ganância não podem estar acima da vida.

É urgente que sejam tomadas medidas contra este tipo de crime contra vidas negras que vêm crescendo num governo que fortalece o racismo estrutural existente no Brasil, que cada vez mais exclui e mata.

João Alberto Silveira Freitas, tinha 40 anos e foi brutalmente espancado até a morte depois de uma discussão com os dois seguranças e um policial temporário que prestava serviços ao supermercado. Ele foi derrubado e imobilizado com vários socos. Chamada, a SAMU tentou ressuscitar João Alberto, mas sem sucesso.

Nesta sexta-feira, às 18h, será realizado um ato em frente ao Carrefour Passo D’Areia, onde ocorreu o assassinato. O Sindicato convida à participação, observando os cuidados com a pandemia. Use sua máscara e leve álcool em gel.

Assessoria de Comunicação

20/11/2020 12:32:03

Os cerca de 700 mil brasileiros que vivem no Amapá, melhor do que ninguém, poderão dizer o que representa ter serviços públicos prestados por empresas privadas. Bem em meio a uma pandemia, a população do estado está há nove dias sem energia elétrica, o que tem causado outros inúmeros problemas, como falta de água, desabastecimento e perda de mercadorias, paralisação de muitos serviços públicos e risco nos hospitais, que estão operando com geradores.

A responsável pela energia no Amapá é a empresa privada espanhola Isolux, que nem mesmo frente a uma tardia, mas ainda assim necessária decisão judicial, deu três dias para a empresa resolver o problema a contar do sábado (7).

Como acontece sistematicamente nas privatizações, e estamos vendo isso no Amapá, os serviços públicos essenciais são entregues à iniciativa privada, que explora, lucra, demite a mão de obra qualificada para baratear, não investe em manutenção, e quando acontecem os problemas, é o poder público, com recursos públicos, e servidores públicos que têm que resolver os problemas. Os telefônicos conhecem bem esta sina, inclusive em relação a relação de emprego, sempre precarizada, para não dizer desrespeitosa e cruel.

No Amapá, são técnicos da estatal Eletronorte  que foram chamados para resolver os graves problemas criados pela empresa espanhola, que não possuía material sobressalente, instrumentos, ferramentas e equipes especializadas disponíveis para esse tipo de ocorrência.

Nada é tão ruim que não possa piorar

Mas no Amapá, para piorar o que já está ruim, há ainda um descompasso entre o que alega o governo e os órgãos responsáveis e o que diz a população. Enquanto em Brasília falam em rodízio e outras práticas para retorno da energia, minimizando os problemas, a população acusa uma situação insuportável, um rodízio que nunca funciona e uma realidade que é a cara deste governo: privilegiar as elites em detrimento do povo mais pobre. Nos bairros mais ricos, a energia vem sendo restabelecida, enquanto nas periferias, o povo amarga sem luz, sem água e sem esperança de resolver o problema tão cedo.

Para especialistas do setor elétrico, todos os fatores indicam que a causa desta situação pode ter sido negligência da empresa, já que os equipamentos não deveriam ter falhado e, caso falhassem, o que é pouco provável, deveriam ter equipamentos sobressalentes para que voltassem rapidamente ao funcionamento, o que não aconteceu.

Mesmo tendo sido causado por uma descarga atmosférica, um fenômeno natural, não é aceitável que este tipo de evento deixe um estado inteiro sem luz por vários dias.

Empresas privadas que operam no Setor Elétrico em vários estados, principalmente a partir do governo FHC (quem não lembra dos “apagões” do setor à época) principalmente no setor de distribuição de energia, são constantemente alvo de reclamações dos consumidores. Em São Paulo a distribuidora italiana ENEL chegou a ser multada por fraudar indicadores de qualidade; em Rondônia a distribuidora privada Energisa foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembeia Legislativa, acusada de fraudar medidores de energia; em Goiás, a ENEL deixa cidades inteiras passando dias sem luz, produtores rurais tendo prejuízos milionários e até mesmo o abastecimento d’água de algumas cidades ficando comprometido.

Estes casos são lições importantes quando se fala em privatização. Os problemas e os prejuízos para a população advindos das privatizações independem do setor. Por isso, a luta contra as privatizações, seja do SUS, da Petrobrás, dos Correios, dos Bancos públicos, da Eletrobrás, e tantas outras empresas/setores, são sim motivo de luta para os trabalhadores e responsabilidade de toda a sociedade.

Assessoria de Comunicação

12/11/2020 23:24:58

O SINTTEL-RS informa que, devido à realização do 3º Congresso Nacional dos Trabalhadores e Pesquisadores em Serviços de Telecomunicações (CONTTELP), que será realizado de forma virtual entre os dias 10 a 12 de novembro próximo, a terceira reunião com a Claro acontecerá no dia 13 de novembro, às 10h, e não mais no dia 11, como havia sido informado no Boletim O Parceiro 2528 (veja AQUI).

O Sindicato reitera a importância dos trabalhadores estarem atentos aos boletins e e-mails enviados pela entidade, com informações referentes às negociação 2020.

Assessoria de Comunicação

04/11/2020 15:31:13

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