Os trabalhadores na Claro/Net aprovaram, por ampla maioria, a proposta da empresa de aditivo do acordo coletivo 2017/2019 - Cláusulas Econômicas.

A negociação não foi fácil. A Claro, desde o início, dificultou as negociações o que é inaceitável para uma empresa do porte da mesma. As primeiras propostas sequer mereceram ser levadas à apreciação da categoria já que sequer recuperavam as perdas salariais da data-base da categoria e a empresa não pagou o INPC do período para os salários.

A Claro tem obtido ótimos resultados, fundamentalmente pela dedicação dos seus trabalhadores(as), e ocupa um importante espaço no segmento de telecomunicações no Brasil.

Na reunião do dia 26 de novembro, a Claro apresentou à Comissão Nacional de Negociação da Fitratelp (CNN FITRATELP), a sua proposta final de reajuste das cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 2018/2019 e PPR 2018.

Para o Sindicato a proposta, apesar de alguns avanços, não atende plenamente o que está sendo reivindicado pela categoria. Mas a proposta foi levada à assembleia que acabou por aprovar a mesma.

Houve, ainda, o compromisso da Claro que, com a proposta aprovada, a empresa fará os pagamentos das diferenças salariais no dia 12/12/2018,e as diferenças do programa alimentação serão feitas junto com o credito no final de dezembro de 2018. Confira na tabela abaixo, o resultado das assembleias com os trabalhadores da Claro/Net nas diferentes regiões.

Cidades

Aprovado

Rejeição

Abstenção

Sindicalização

Lista de Presença

Bagé

10

0

0

0

10

Passo Fundo

18 

1

0

0

19

Uruguaiana

27 

0

0

0

27

Lageado

9

1

0

0

10

Cruz Alta

12

0

0

11

12

Santa Maria

50

4

0

0

54

Porto Alegre

94

34

2

3

130

Novo Hamburgo

20

10

2

9

32 

Caxias do Sul

47

1

0

2

48 

Passo Fundo

7

02 

0

0

9

Pelotas

54

0

0

1

54

Erechim

14 

2

0

0

16

Santa Cruz do Sul

 9 

9

1

 

18

Porto Alegre

111

31

1

1

143

Caxias do Sul

13

0

0

4

13

Rio Grande

17

0

0

9

17

Santo Ângelo

1

0

0

0

1

Novo Hamburgo

0

0

0

0

0

Santa Cruz do Sul

0

0

0

0

0

Santa Maria

1

0

0

0

1

Bento Gonçalves

10

1

0

0

11

Porto Alegre

37

73

2

5

112

Total

493

167

8

45

657

Assessoria de Comunicação

09/12/2018 18:47:09

A Federação Interestadual dos Trabalhadores e Pesquisadores em Serviços de Telecomunicações - FITRATELP e seus sindicatos filiados manifestam por meio desta NOTA PÚBLICA seu posicionamento acerca da extinção do Ministério do Trabalho, anunciada recentemente pelo presidente eleito Jair Bolsonaro nos veículos de comunicação.

Na avaliação da EXECUTIVA DA FITRATELP, a decisão do presidente eleito é um ataque direto à classe trabalhadora brasileira, que assiste de forma atônica a extinção de um órgão federal tão importante para a promoção de políticas públicas voltadas ao cumprimento das leis, condições de trabalho dignas, fiscalização, combate ao trabalho escravo e valorização dos trabalhadores brasileiros.

Diante disso, alertamos a sociedade que esta medida do presidente eleito faz parte de um conjunto de ações que visam enfraquecer a classe trabalhadora e o movimento sindical, bem como as instituições públicas e civis de proteção aos direitos dos trabalhadores. O fim do Ministério do Trabalho, um órgão criado há 88 anos [26 de novembro de 1930], é uma trajédia para os trabalhadores que sofrem com práticas tão perversas e desumanas nas relações de trabalho.

Finalmente, a EXECUTIVA DA FITRATELP e sindicatos filiados estão atentos às ações políticas predatórias do governo que assume a Presidência da República em 1º de janeiro de 2019. Mais que isso, precisamos estar preparados para os desafios que teremos pela frente, uma vez que somente unidos e organizados seremos capazes de resistir os ataques aos direitos trabalhistas e à precarização das condições de trabalho.

Brasília, 5 de dezembro de 2018.

EXECUTIVA DA FITRATELP

Imediatamente ao anúncio feito pelo governo eleito de Jair Bolsonaro e a equipe de transição, de extinção do Ministério do Trabalho e a transferência das suas funções para outras pastas, as centrais sindicais, que representam o conjunto da classe trabalhadora, manifestaram total repúdio à iniciativa, que, para elas, “reflete a falta de consideração e demonstra total desconhecimento da situação causada pela reforma trabalhista”.  

Os sindicalistas também criticam e rebateram a afirmação do presidente da República eleito de que “é horrível ser patrão no Brasil por causa das leis trabalhistas”.

Confira, a seguir, a nota na íntegra:


“A declaração do presidente eleito, Jair Bolsonaro, que disse que “é horrível ser patrão no Brasil”, reflete sua falta de consideração e demonstra total desconhecimento da situação causada pela reforma trabalhista, que resultou em perda de direitos e não gerou empregos no País. É lamentável que, em uma nação com 13 milhões de desempregados, o presidente eleito faça tal declaração para agradar apenas aos empresários, que financiaram e apoiaram sua eleição.
Sobre o fim do Ministério do Trabalho, as Centrais Sindicais lembram que o MT foi criado em 1930, e que cumpre um papel importante na sociedade. Vale ressaltar que sua função é discutir questões como as políticas necessárias para a criação de empregos e a geração de renda, auxílios ao trabalhador, fazer evoluir as relações de trabalho, fiscalizar, promover políticas salariais, de formação e desenvolvimento para os trabalhadores e garantir segurança e saúde no trabalho. Desta forma, a importância e a relevância política do MT são inquestionáveis.
É preocupante o fim do MT. Para a classe trabalhadora isto representará um retrocesso político que vai resultar em enormes prejuízos aos trabalhadores da ativa, aos aposentados e aos pensionistas.

- A fiscalização contra trabalhos análogos à escravidão e à prevenção contra acidentes serão desarticuladas, gerando enormes prejuízos à sociedade. E os números já são alarmantes: em 2015 tivemos o registro de 376 mil casos de afastamento em função de acidentes de trabalho.
- A extinção do Ministério do Trabalho viola vários artigos da Constituição e Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que já foram ratificadas pelo Brasil.
-  A transferência do registro sindical para o Ministério da Justiça tem o claro propósito de criminalizar a ação sindical.
-  O Brasil precisa de um Ministério do Trabalho técnico, forte, parceiro e protagonista na luta contra a recessão e pela retomada do crescimento econômico do País, com respeito aos direitos sociais, previdenciários e trabalhistas da classe trabalhadora, geração de empregos, distribuição de renda e inclusão social”.

Miguel Torres - presidente da Força Sindical
Antônio Neto - presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros
Vagner Freitas - presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores
Adilson Araújo - presidente da CTB – Central dos Trabalhadores Brasileiros
José Calixto Ramos - presidente da NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores
DIEESE/RS

O SINTTEL-RS vem desenvolvendo uma importante campanha de sindicalização com objetivo de fortalecer cada vez mais a entidade sindical. Além disso, também vem ampliando as ações e convênios com objetivo de beneficiar os trabalhadores e seus dependentes em áreas como educação, saúde, lazer, serviços e aquisição de bens e produtos.

No dia 29 de novembro, os trabalhadores da empresa LIQ que já são associados receberam o seu cartão do Sindicato, que dá direito a descontos em milhares de instituições de produtos e serviços no país inteiro, a partir de convênio com a MasterClin.

Foram também efetuadas 22 novas sindicalizações. Participaram da atividade os diretores Augusto, Julio, Losekan, Avaly, Marcone e Juan.

É o Sindicato junto do trabalhador, somando forças na defesa dos direitos e na construção de uma vida melhor para toda a categoria.

Assessoria de Comunicação

02/12/2018 23:48:31

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